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Ensaio de Densidade In Situ com Cone de Areia em Juiz de Fora

Juntos resolvemos os desafios do amanhã.

SAIBA MAIS →

Uma obra de pavimentação na Avenida Rio Branco, em Juiz de Fora, revelou camadas de aterro com compactação irregular logo nos primeiros metros. O traço do concreto asfáltico estava correto, mas a base granular cedia sob carga. A constatação veio do ensaio de densidade in situ pelo método do cone de areia, executado em pontos críticos do subleito. Na região da Zona da Mata mineira, onde o relevo é acidentado e os perfis de solo variam de residual de gnaisse a coluvionares, o controle de compactação em campo precisa ir além do ensaio Proctor de laboratório. O cone de areia permite verificar o grau de compactação real atingido pela obra, comparando a densidade seca de campo com a densidade máxima obtida em laboratório. Para terrenos com matacões e horizontes heterogêneos, complementamos a investigação com sondagens SPT que ajudam a prever variações de resistência em profundidade.

O grau de compactação aceitável em aterros urbanos de Juiz de Fora raramente é inferior a 95% do Proctor Normal, conforme especificações do DER-MG para bases granulares.

Como trabalhamos

Os solos de Juiz de Fora mudam radicalmente entre a região central e os bairros altos como São Pedro e Grama. No vale do Rio Paraibuna predominam aluviões arenosos e argilosos com nível d'água raso. Já nas encostas, o saprolito de gnaisse exige controle minucioso da densidade in situ porque a estrutura reliquiar da rocha pode mascarar uma falsa compactação. O ensaio de densidade in situ com cone de areia segue a ABNT NBR 7185:2016. O procedimento consiste em escavar uma cavidade padronizada, extrair todo o material, determinar sua massa úmida e preencher o volume escavado com areia calibrada de densidade conhecida. A diferença de massa da areia revela o volume exato do furo, permitindo o cálculo da densidade úmida de campo. Em aterros rodoviários na BR-040, trecho que corta o município, a técnica é aplicada rotineiramente para liberação de camadas. Quando o solo apresenta pedregulhos, a precisão do cone de areia pode ser comparada com métodos nucleares, e em alguns casos recorremos ao ensaio de placa de carga para validar o módulo de reação do subleito.
Ensaio de Densidade In Situ com Cone de Areia em Juiz de Fora
Imagem técnica de referência — Juiz de Fora

Contexto geotécnico local

O regime de chuvas concentradas entre outubro e março em Juiz de Fora, com médias mensais superiores a 250 mm no verão, eleva drasticamente o risco de descompactação de aterros recém-executados. A umidade excessiva pode levar o solo ao ramo úmido da curva de compactação, reduzindo a densidade seca e comprometendo a capacidade de suporte. Nos períodos de estiagem, por outro lado, solos argilosos do saprolito retraem e fissuram, alterando a densidade in situ medida. O ensaio de densidade in situ com cone de areia atua como ferramenta de auditoria geotécnica, identificando trechos com grau de compactação abaixo do especificado antes que ocorram recalques diferenciais. Em encostas íngremes do bairro Granbery, a falha no controle de compactação de um aterro gerou ruptura localizada durante as chuvas de 2022, evidenciando que o custo da verificação é irrisório diante dos prejuízos de uma contenção rompida.

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Valores típicos

ParâmetroValor típico
Norma técnica de referênciaABNT NBR 7185:2016
Tipo de solo adequadoSolos coesivos e granulares até 20 mm de diâmetro máximo
Diâmetro do orifício de ensaio100 a 150 mm (ajustável ao tamanho do agregado)
Areia calibrada utilizadaAreia de Ottawa 20-30 ou similar com densidade certificada
Frequência de controle típicaA cada 50 a 100 m² por camada compactada
Grau de compactação mínimo (base)≥ 95% Proctor Normal
Tempo médio por ensaio15 a 25 minutos por ponto de controle

Serviços técnicos vinculados

01

Controle de compactação em pavimentação

Execução do ensaio de densidade in situ com cone de areia em camadas de subleito, reforço do subleito e base granular em obras viárias urbanas e rodovias na região de Juiz de Fora. Emissão de relatório com grau de compactação e desvio de umidade conforme especificações do DER-MG.

02

Verificação de aterros estruturais

Ensaios de densidade in situ para liberação de camadas de aterro em obras prediais comerciais e residenciais. Aplicação em reaterros de fundações, valas de drenagem e terraplenos com controle estatístico por lote de compactação.

Normas técnicas vigentes

ABNT NBR 7185:2016 — Solo — Determinação da massa específica aparente in situ, com emprego do frasco de areia, ABNT NBR 6457:2016 — Amostras de solo — Preparação para ensaios de compactação e ensaios de caracterização, DNIT 092/2006-ES — Determinação da massa específica aparente in situ com emprego do frasco de areia

Perguntas comuns

Qual o custo médio de um ensaio de densidade in situ com cone de areia em Juiz de Fora?

O valor de referência é de $100.000 por ponto de ensaio, considerando deslocamento da equipe na área urbana de Juiz de Fora, areia calibrada e emissão de relatório técnico. O custo total varia conforme o número de pontos e a distância até o local da obra.

Quais as limitações do método do cone de areia em solos da região?

O método não é adequado para solos com muitas partículas acima de 20 mm, comuns em alguns saprolitos de Juiz de Fora. Nesses casos, o volume do furo pode ser subestimado. Para pedregulhos e blocos, recomenda-se o método do cilindro biselado ou a substituição com balão de borracha, embora o cone de areia ainda seja o mais prático para a maioria dos solos residuais da cidade.

Em quanto tempo sai o resultado do ensaio de densidade in situ?

O resultado preliminar do grau de compactação é fornecido ainda em campo, logo após a execução do ensaio, permitindo a liberação imediata da camada. O relatório completo com os cálculos detalhados e a curva de compactação de referência é entregue em até 48 horas úteis.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Juiz de Fora e arredores.

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