Em Juiz de Fora, a combinação de relevo acidentado da Zona da Mata com chuvas concentradas entre novembro e março desafia qualquer projetista rodoviário. A cidade, que já ultrapassou os 570 mil habitantes, demanda vias que suportem tráfego crescente sem ceder a deformações permanentes. Antes de lançar a capa asfáltica, o ensaio CBR viário fornece o índice de suporte do subleito local — parâmetro que define a espessura das camadas granulares. O projeto de pavimento flexível que elaboramos parte de sondagens e caracterização completa dos materiais, seguindo rigorosamente as diretrizes da ABNT NBR 7207:2023 e do DNIT. Nosso laboratório opera com procedimentos acreditados ISO 17025, garantindo que a dosagem da mistura betuminosa atenda ao volume de tráfego projetado para corredores como a Avenida Rio Branco ou os acessos ao Distrito Industrial.
A dosagem da mistura asfáltica em Juiz de Fora precisa compensar a fadiga térmica causada pela amplitude diária de temperatura na Zona da Mata.
Contexto geotécnico local
O clima tropical de altitude de Juiz de Fora, com verões chuvosos e invernos secos, acelera o dano por umidade em pavimentos flexíveis mal dosados. A infiltração de água nas camadas granulares não tratadas provoca bombeamento de finos e redução drástica da capacidade de suporte do subleito — falha que observamos em vias antigas do Bairro Grama. Nosso projeto de pavimento flexível incorpora análise de sensibilidade à água pelo ensaio de dano por umidade induzida (Lottman modificado), exigindo relação de resistência retida mínima de 80 %. Além disso, a escolha do ligante asfáltico considera a temperatura de serviço local para evitar exsudação nos dias quentes e trincamento térmico nas madrugadas frias de julho. Sem esse ajuste fino, a vida de fadiga do revestimento cai pela metade, gerando custos de manutenção precoces.
Perguntas comuns
Qual o custo de um projeto de pavimento flexível para um loteamento em Juiz de Fora?
O investimento para um projeto de pavimento flexível completo — incluindo dosagem, dimensionamento e controle tecnológico — parte de $100.000, variando conforme a extensão da via, o número de camadas a dimensionar e a complexidade do subleito. Para um orçamento preciso, solicitamos a planta baixa e o levantamento topográfico do empreendimento.
Em quanto tempo vocês entregam a dosagem da mistura asfáltica?
A dosagem Marshall completa, incluindo moldagem dos corpos de prova, cura e rompimento, é entregue em até 15 dias úteis após o recebimento dos agregados e do ligante asfáltico que serão utilizados na obra. A etapa de compactação dos CPs e o ensaio de estabilidade são os que demandam maior tempo de execução.
O projeto considera o tráfego de ônibus urbanos e caminhões pesados?
Sim. O dimensionamento estrutural calcula o número N de operações do eixo padrão de 8,2 toneladas, incorporando o volume diário médio de veículos comerciais, ônibus e caminhões. Para corredores com alta frequência de transporte coletivo — como os que cruzam a Avenida Barão do Rio Branco — majoramos o N de projeto para garantir vida útil mínima de 10 anos.
Vocês emitem a ART do projeto de pavimento flexível?
Sim. Todo projeto de pavimento flexível que elaboramos é acompanhado da Anotação de Responsabilidade Técnica junto ao CREA-MG, assinada pelo engenheiro civil responsável. A ART cobre as etapas de dosagem, dimensionamento estrutural e controle tecnológico, conforme exigido pela legislação profissional.