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Estudo CBR para Projeto Viário em Juiz de Fora

Juntos resolvemos os desafios do amanhã.

SAIBA MAIS →

A duplicação da Avenida Deusdedith Salgado revelou bolsões de solo coluvionar saturado a menos de 80 cm da rasante. A empreiteira confiou na sondagem visual. Resultado: afundamento de pista em 6 meses. Em Juiz de Fora, onde o relevo acidentado alterna cortes em rocha alterada e aterros sobre solos residuais de gnaisse, o ensaio CBR define a espessura real do pavimento. Sem esse dado, o dimensionamento vira achismo. Nosso laboratório executa o ensaio conforme ABNT NBR 9895, com compactação na energia especificada pelo projetista — Proctor normal ou intermediário — e imersão por 4 dias para simular a condição mais crítica de saturação. A expansão medida durante a embebição costuma surpreender quem só olha o CBR sem conferir o empolamento do material.

O CBR sem a curva de expansão é meio laudo — e meio laudo derruba pavimento em Juiz de Fora na primeira estação chuvosa.

Como trabalhamos

A ABNT NBR 9895:2016 estabelece o procedimento completo para determinação do Índice de Suporte Califórnia. Em Juiz de Fora, a exigência do DER-MG para subleito é CBR ≥ 6% e expansão ≤ 2%. Para base, o CBR mínimo sobe para 80%. O ensaio começa na jazida: coletamos amostras indeformadas ou blocos, dependendo da granulometria. No laboratório, compactamos 5 pontos com energias distintas, determinamos a umidade ótima e a densidade seca máxima. Só então moldamos o corpo de prova na umidade ótima e iniciamos a imersão. A penetração do pistão de 49,6 mm de diâmetro avança a 1,27 mm/min. Registramos as pressões para 2,54 mm e 5,08 mm de penetração. O valor de CBR é o maior percentual entre a pressão medida e a pressão padrão — 6,9 MPa e 10,3 MPa respectivamente. Para solos tropicais como os de Juiz de Fora, a classificação MCT complementa o CBR, especialmente quando o material laterítico apresenta comportamento distinto do previsto pelas metodologias tradicionais.
Estudo CBR para Projeto Viário em Juiz de Fora
Imagem técnica de referência — Juiz de Fora

Contexto geotécnico local

O erro mais comum nas obras de Juiz de Fora é aprovar a jazida pelo CBR do material seco. O solo residual de gnaisse, abundante na região, apresenta CBR de 15% a 20% na umidade ótima. Mas basta a imersão de 4 dias para o valor despencar abaixo de 3%. O fenômeno é silencioso: a pista é entregue, o tráfego começa, e as primeiras chuvas de dezembro saturam o subleito. Aparecem trincas longitudinais no eixo, depois afundamentos localizados. O custo de reciclagem do pavimento supera em 10 vezes o valor do ensaio bem executado. Outro risco é negligenciar a expansão: solos com mais de 3% de expansão levantam o pavimento de concreto e provocam fissuras transversais. Em trechos sobre aterro, a combinação com sondagens SPT é indispensável para verificar recalques diferenciais antes da liberação da camada final.

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Email: info@sondajespt.org

Valores típicos

ParâmetroValor típico
Norma técnicaABNT NBR 9895:2016 (com sobrecarga de 4,5 kg)
Diâmetro do pistão49,6 mm (área de 19,35 cm²)
Velocidade de penetração1,27 mm/min constante
Tempo de imersão96 horas (4 dias) com leituras de expansão a cada 24 h
Energia de compactaçãoProctor normal, intermediário ou modificado conforme projeto
Exigência DER-MG (subleito)CBR ≥ 6% e expansão ≤ 2%
Exigência DER-MG (base)CBR ≥ 80% e expansão ≤ 0,5%
Sobrecarga durante imersãoAnéis de 2,27 kg cada, simulando peso do pavimento

Serviços técnicos vinculados

01

Ensaio CBR com curva de compactação

Determinação da umidade ótima, densidade seca máxima e Índice de Suporte Califórnia para uma ou mais energias de compactação. Relatório com curvas de penetração e expansão.

02

Classificação MCT expedita

Ensaio Mini-MCV e perda de massa por imersão para solos tropicais. Indispensável para jazidas de comportamento laterítico típicas da Zona da Mata.

03

Controle de compactação em campo

Verificação do grau de compactação in situ com ensaio de densidade cone e areia durante a execução das camadas de aterro e base.

04

Dimensionamento de pavimento

Cálculo de espessuras de camadas pelo método do DNER com base nos resultados de CBR e no número N de tráfego previsto para o projeto viário.

Normas técnicas vigentes

ABNT NBR 9895:2016 - Solo - Índice de Suporte Califórnia (ISC) - Método de ensaio, ABNT NBR 7182:2016 - Solo - Ensaio de compactação, DER-MG - Especificação Técnica 05/2018 - Pavimentação - Sub-base e Base Estabilizada, DNIT 172/2016 - ME - Solos - Determinação do Índice de Suporte Califórnia

Perguntas comuns

Qual a diferença entre CBR e ISC?

Nenhuma. ISC (Índice de Suporte Califórnia) é a tradução do termo CBR (California Bearing Ratio) adotada pela ABNT NBR 9895. Ambos representam o mesmo parâmetro: a relação percentual entre a pressão necessária para penetrar um pistão padronizado no solo ensaiado e a pressão necessária para penetrar a mesma profundidade em uma brita padrão californiana. O valor para 2,54 mm é o mais utilizado em dimensionamento.

Quantas amostras preciso enviar para o ensaio CBR?

Para cada ponto de coleta, recomendamos 30 kg de material passante na peneira 19 mm. Se o solo tiver pedregulhos acima desse diâmetro, o volume aumenta proporcionalmente. Nossa equipe pode ir até a jazida em Juiz de Fora para coletar as amostras — evitamos que material mal acondicionado perca umidade no transporte e prejudique o resultado da compactação.

Qual o prazo para entrega do relatório CBR?

O ensaio completo com curva de compactação de 5 pontos e imersão de 4 dias fica pronto em 7 dias úteis a partir da moldagem. Se houver urgência, podemos emitir um relatório preliminar com o CBR sem expansão total em 5 dias úteis. O prazo conta a partir do recebimento da amostra no laboratório.

Quanto custa o ensaio CBR em Juiz de Fora?

O ensaio CBR com curva de compactação completa (5 pontos) e expansão fica em torno de $100.000 por amostra. A classificação MCT complementar tem custo adicional. Para projetos com múltiplas jazidas, aplicamos desconto por volume de amostras.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Juiz de Fora e arredores.

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